segunda-feira, 21 de março de 2011

QUE TAL UM LANCHINHO?

Observando a farrinha diária comandada pelo Luiz Eduardo no Facebook com os lanchinhos, chazinhos e comidinhas em geral, comecei a pensar no poder da comida.

A comida (vamos considerar tudo que nos alimenta, seja líquido ou sólido) tem o poder de alimentar e nutrir nosso corpo físico, tem o poder de mexer com o nosso humor, com os nossos sentidos, tem o poder de nos reunir a outros e também de nos conforta e curar.
Gosto muito de observar os dois últimos. É muito interessante observar que todas  as reuniões familiares ou sociais acontecem motivadas por um jantar, um lanchinho, um coquetel. Não ousamos imaginar uma comemoração por mais simples que seja sem algumas gostosuras para alegrar os presentes. Ninguém convida os amigos para uma visita, sem oferecer-lhes algo especial, preparado com amor.
Mesmo que virtualmente, pela simples visualização de imagens de guloseimas ou fabulosos petiscos, chás fumegantes, nossos sentidos se exaltam, nossa memória entra em ação, evocando sabores e aromas familiares e reconfortantes.
Ninguém resiste às postagens do Eduardo sem se aproximar,  fazer um comentário, sentar-se à mesa e partilhar lanche oferecido, desfrutando das boas companhias e inevitáveis risadas. O poder da comida. Muitos param o que estão fazendo, no meio do dia, para desfrutar daqueles deliciosos momentos. É inegável que a comida reúne e aproxima as pessoas.
Presenteamos com chocolate, cestas de queijos e vinhos. Como lembrança da festa de casamento, distribuímos bem-casados. Recepcionamos os novos vizinhos com um bolo feito com carinho. Oferecemos ovos de páscoa e panetones nos feriados respectivos.  E isso  não é por acaso.
E não é só isso.  A comida tem o poder de confortar e até curar. Não podemos negar que tudo o que fazemos, carrega nossa energia, positiva ou negativa. Quando  cozinhamos ou preparamos um alimento, devemos cuidar para que ele carregue energias de amor.
Quantas vezes, em família, depois de momentos difíceis ou de adversidades, preparamos um jantar gostoso ou um bolo saboroso, como uma forma de consolar, restaurar e revigorar? Quantas vezes o que nos cura é exatamente a canjinha ou aquele chá especial da mamãe ou da vovó?
Ainda que outras pessoas preparem exatamente a mesma receita, o efeito não é o mesmo sobre a nossa saúde ou nosso estado de espírito. Além do amor impregnado nos pratos, há o fator emocional individual, as memórias de carinho, cuidado e conforto que isso nos causa.
Quem sabe agora mesmo não seja o momento de preparar aquela receitinha especial, pode ser a mais simples e rápida, boa o suficiente para fazer um carinho a alguém ou a você mesmo?
Comer não é apenas uma questão de nutrição física, mas também emocional.  Cabe a nós fazer desses momentos diários, situações deliciosas em todos os sentidos.

E então, depois de tanto papo, que tal um lanchinho?

2 comentários:

  1. Querida Bia,

    Quanta doçura, meiguice e encanto.
    Suas palavras realmente alimentam minha alma e coração.
    Deus estava muito inspirado ao conceber seu espírito.
    Te amooooo!!! Sou grata!!!! bjs

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  2. Ah, Helly...vê se pode falar assim, quer me fazer chorar?rs Te amo, sou grata!!!

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