quinta-feira, 10 de março de 2011

CONHECE-TE A TI MESMO

Fotógrafo desconhecido

Conhece-te a ti mesmo. Aforismo grego, lema da filosofia socrática. Parece que se conhecer, vem sendo a busca da humanidade, ainda que não claramente e não conscientemente.
Conhecer-se é tornar-se consciente da própria ignorância, ou simplesmente, tornar-se consciente – atingindo a consciência.  
Alguns iniciam a busca pelo autoconhecimento, desafiando os próprios limites. Descobrir os limites ou descobrir-se ilimitado é um caminho para o autoconhecimento. Outros, estudam o ser humano, a mente humana, o comportamento humano, e, como se estivessem se olhando no espelho, acabam por conhecer-se melhor. Outros ainda, trilham o caminho da experimentação, do risco, para chegar ao conhecimento, ainda que não tenha clareza de tal busca. Mas todos nós estamos buscando.
O autoconhecimento exige observação e reflexão; e como todo o resto, exige também disciplina. Pelo autoconhecimento, atingimos o conhecimento, porque nada nos é novo ou misterioso. E, na contrapartida, o autoconhecimento nos brinda com liberdade, independência, segurança, estabilidade emocional, serenidade, amor próprio. E o autoconhecimento não traz benefícios apenas a nós mesmos.
Todos nós fazemos parte da humanidade, mas não só; somos parte da mesma energia superior, da essência divina. Todos somos um. Se eu me conheço, conheço também meu semelhante.
Quando nos conhecemos bem, eliminamos diversos problemas no relacionamento com os outros. Abandonamos o ciúme, a inveja, a intolerância; o medo que nos deixa na defensiva, dá lugar à confiança, que nos aproxima das outras pessoas. Conhecendo-nos, desfrutamos melhor das bênçãos da vida e compartilhamos com amor.
Eu me conheço, eu te conheço.
Eu me respeito, eu te respeito.
Eu me aceito, eu te aceito.
Eu me amo, eu te amo.
E assim, vamos construindo um mundo mais justo e solidário.

E, nessa busca, iniciamos (eu, Luiz Eduardo, Maria Helly) um trabalho de terapia virtual conjunta, conhecimento, autoconhecimento, divulgação, motivação e partilha, utilizando os espaços virtuais aqui no Blog, no Orkut e Facebook, para o bem, pelo amor, pela troca amorosa e solidária. Junte-se a nós.
Vamos compartilhar dores e alegrias e multiplicar o amor que recebemos de forma tão generosa e gratuita nas nossas vidas.
Para maiores informações, acessem a comunidade REIKI – O caminho do Coração (Orkut), o Blog do Luiz Eduardo e nosso grupo no Facebook.
Comunidade Orkut
Blog Luiz Eduardo

quarta-feira, 9 de março de 2011

ESCOLHAS DE UMA VIDA



A certa altura do filme Crimes e Pecados, o personagem interpretado por Woody Allen diz: "Nós somos a soma das nossas decisões".

Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta e de lá nunca mais saiu. Compartilho do ceticismo de Allen: a gente é o que a gente escolhe ser, o destino pouco tem a ver com isso.

Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção,estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar "minha vida".

Não é tarefa fácil. No momento em que se escolhe ser médico, se está abrindo mão de ser piloto de avião. Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível conciliar com a arquitetura. No amor, a mesma coisa: namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances. Até que chega um momento em que é preciso decidir entre passar o resto da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam, ou casar, e através do casamento fundar uma microempresa, com direito a casa própria, orçamento doméstico e responsabilidades.

As duas opções têm seus prós e contras: viver sem laços e viver com laços...

Escolha: beber até cair ou virar vegetariano e budista? Todas as alternativas são válidas, mas há um preço a pagar por elas.

Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana, ter filhos quando se está bem-disposto e não tê-los quando se está cansado. Por isso é tão importante o auto conhecimento. Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos. Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é. Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: Ninguém é o mesmo para sempre.

Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido. A estrada é longa e o tempo é curto.Não deixe de fazer nada que queira, mas tenha responsabilidade e maturidade para arcar com as conseqüências destas ações.

Lembrem-se: suas escolhas têm 50% de chance de darem certo, mas também 50% de chance de darem errado. A escolha é sua...!

Pedro Bial


terça-feira, 8 de março de 2011

ESTÁ NOS OLHOS DE QUEM VÊ

 Sempre se disse que a beleza está nos olhos de quem vê. Dizem que certa vez, Jesus passando por uma carcaça de animal morto, com seus discípulos, que viravam o rosto, exclamavam impropérios e faziam caretas diante do cheiro que exalava a carcaça já em decomposição.  Jesus, sábio mestre, observou “Ele tinha belos dentes”. Da sua infinita grandeza, Jesus só conseguia ver a beleza, mesmo em uma situação em que todos viam o que era desagradável. Assim o via Jesus, pois seus olhos eram belos, ou seja, seus olhos viam o que estava em seu coração. Olhos amorosos veem a beleza, o bem, o amor, o mérito.

Assim também, o sentido das coisas está nos olhos de quem vê. Em muitas situações, uma simples frase nos deixa de cabelo em pé:

- Quero te dizer uma coisa.
- O que foi? Eu não fiz nada. Vai com calma, eu sou inocente.

Com frequência, imaginamos que a pessoa que fala tem uma intenção, muito diferente daquela que há realmente. Precisamos nos desarmar, parar de esperar problemas e coisas ruins. Na verdade, devemos fazer o oposto: estar abertos para coisas boas, boas notícias, boas energias.


Para finalizar, lembrei de uma história real que nosso amigo Renato contava. Pai de um casalzinho de loirinhos adoráveis, um belo dia foi surpreendido pela pergunta da filha de aproximadamente cinco anos:

- Pai, o que é sexo?

Ele conta que ficou roxo, engasgou, já estava pensando em simular um enfarto ou coisa parecida, quando se lembrou de perguntar:

- Por que você quer saber, minha filha?

E a criança, na maior inocência:

- Porque a professora mandou fazer essa tarefa e está perguntando  meu nome, minha idade e meu sexo.

Viu só? O problema estava na mente adulta que imaginou uma situação muito diferente da situação real. A pergunta era simples e a resposta não precisava incluir cegonha, sementinha, muito menos uma aula de educação sexual. Nem tudo é necessariamente um problema. Vamos tentar enxergar a via com os olhos do amor, com os olhos da inocência. Pense nisso.


segunda-feira, 7 de março de 2011

FELIZ DIA INTERNACIONAL DA MULHER SEM TPM

Hoje é o dia internacional das mulheres. Ser mulher é uma delícia e um desafio. E não é para qualquer um. Ou qualquer uma.
Mulher de verdade, não se encontra facilmente, assim, pela vida.
Ser mulher é ser mil em uma. É viver à beira da exaustão, senão viver a própria exaustão.
É viver mais suscetível à beleza da vida. Por isso choramos facilmente, com um filme ou um corte de cabelo ruim.
Mulher de verdade é forte e lutadora. E mulher de verdade não põe a culpa na tpm.
Detesto esse papo de que tudo é culpa da tpm.
Não, não é culpa da tpm. Talvez eu não seja uma mulher típica, embora seja totalmente mulherzinha, adore rendinha, rosinha, gloss e cabelinho arrumado, não sou típica.
Eu coloco a mão na massa. Eu arregaço as mangas. Eu sou mais macho que muito homem, no bom sentido. E odeio que culpem a tpm por tudo. Tpm e cachaça não explicam nem justificam tudo, no meu mundo. Não acredito que é válido se esconder atrás de um porre ou de uma tpm. Eles causam alteração? Sim. Mas até que ponto essa alteração muda o curso das coisas? Não muda.
Se quiser, acredite que para você, a tpm é realmente é uma algoz. Terrível, perigosa, audaciosa, com vida própria, capaz dos piores atos.  Não para mim. Para mim, ela nada mais que é uma dor de cabeça chatíssima ou um período em que os barulhos parecem piores, em que eu me irrito um pouco mais facilmente. E só. Não vou matar porque estou na tpm. Não vou xingar porque estou na tpm. Posso xingar porque eu quis, porque me excedi, porque perdi a paciência a esse ponto. Culpa minha.
Será que nem errar sozinha eu posso? Eu quero ser mulher, quero ser gente, não quero ser uma criatura frágil a mercê da ira dos hormônios. Não quero ser uma criatura fraca, incapaz de assumir as próprias culpas.
Eu quero as minhas culpas tanto quanto quero os meus méritos. Ambos fazem parte de mim. Errar me faz humana, não sou uma pessoa que uma vez por mês vira um monstrinho irascível alucinado por hormônios terroristas. Eu reconheço que não sou muito normal, querendo assumir culpas e tal. Mas eu sou assim. Sou honesta, dou a cara pra bater. Fiz, assumo.
Tenho pena dos homens que não têm tpm para culpar.


Feliz dia das mulheres. Sem tpm, por favor.

SOBRE O CASAMENTO

Getty images


Não vou postar o texto todo, mas indico o link para quem quiser ler sobre casamento. É imperdível, garanto. Perfeito.


"Assim, fique atento antes de ser apanhado na armadilha! Casamento é uma armadilha: você será apanhado pela mulher e a mulher será apanhada por você. É uma armadilha mútua. E então legalmente vocês estão autorizados a torturar um ao outro para sempre. E particularmente nesse país, não só por uma vida, mas por várias! O divórcio não é permitido nem após sua morte. Na próxima vida você terá a mesma esposa, lembre-se!"

Osho, em "Ah This!"
Fonte:
Osho.com

sábado, 5 de março de 2011

OPINIÃO SOBRE O CARNAVAL


Rachel Sheherazade é jornalista, paraibana, o nome do carnaval 2011. Ou do anticarnaval. Mulher que tem o que dizer e o diz com firmeza. Inteligência e opinião na medida certa.


Blog da Rachel
“A gente pode
morar numa casa mais o menos
morar numa rua mais o menos
morar numa cidade mais o menos
e até ter um governo mais o menos

A gente pode
dormir numa cama mais o menos
comer um feijão mais o menos
ter um carro mais ou menos,
e até ser obrigado a acreditar mais
ou menos no futuro.

A gente pode
Olhar em volta e sentir que tudo
está mais ou menos

TUDO BEM ...

O que a gente não pode mesmo,
nunca, de jeito nenhum,
É amar mais ou menos
É sonhar mais ou menos
É ser amigo mais ou menos
É ter fé mais ou menos,
Senão a gente corre o risco de se
tornar uma pessoa mais ou menos.”

Chico Xavier