segunda-feira, 21 de março de 2011

DIA INTERNACIONAL DA SÍNDROME DE DOWN

Você que chegou agora, vem conosco...
Vamos divulgar, não apenas hoje...
Vamos abraçar, não apenas agora...
Vamos fazer a nossa parte!

domingo, 20 de março de 2011

COR CORA CORAGEM CORALINA



Cora Coralina.

Durante a maior parte da vida, foi 'apenas' Ana Lins Guimarães Peixoto Bretas, uma dona de casa, mãe de família e doceira de mão cheia. Como se tudo isso fosse pouco, tornou-se poetisa e contista, falando das coisas simples do dia a dia, revelando uma sabedoria ímpar sobre as coisas do mundo.

Imortalizou a pequenina Cidade de Goiás, nos seus versos que carregam o cheiro e o sabor do do interior de Goiás. Apesar de ter vivido por mais de quarenta anos no estado de São Paulo, escolheu registrar as memórias da terra natal e da infância na pequena cidade goiana.
Quando Ana Lins fez cinquenta anos de idade, disser ter passado por uma grande transformação interior, à qual  chamou de "perda do medo". Assim, deixou de ser Ana, passou a ser Cora. Coralina. De muitas cores. E então, dedicou-se com toda a alma à poesia e aos escritos, que jamais abandonara, apesar da vida de mãe e dona de casa.

Cora só publicou seu primeiro livro aos 76 anos de idade e encanta até hoje tantas pessoas com seus versos. Uma história para todos nós, um exemplo de vida, uma história que nos diz que a todo momento podemos fazer novas escolhas, trilhar novos caminhos, começar novos projetos, nos dedicarmos ao que nos dá prazer.

A casinha na qual Cora viveu a infância foi transformada em museu. Para quem já teve a oportunidade de conhecer, a experiência é única. Em cada canto, a riqueza da simplicidade. Em cada objeto, reconhecemos a poetisa dos becos de Goiás, a mulher simples e trabalhadora, a poetisa sensível.

Dá vontade de morar lá, da velha casa da ponte, de tomar um chá com a Cora que fica vendo a vida passar da janela na tarde quente da cidadezinha pacata plantada no meio das serras. Tomar água fresquinha na bica d'água que corre por baixo da casa.  É uma delícia. É lindo. É emocionante.




Para cada um, um pedacinho de Goiás, de Cora, da poesia e da doçura:



HUMILDADE

Senhor, fazei com que eu aceite
minha pobreza tal como sempre foi.

Que não sinta o que não tenho.
Não lamente o que podia ter
e se perdeu por caminhos errados
e nunca mais voltou.

Dai, Senhor, que minha humildade
seja como a chuva desejada
caindo mansa,
longa noite escura
numa terra sedenta
e num telhado velho.

Que eu possa agradecer a Vós,
minha cama estreita,
minhas coisinhas pobres,
minha casa de chão,
pedras e tábuas remontadas.
E ter sempre um feixe de lenha
debaixo do meu fogão de taipa,
e acender, eu mesma,
o fogo alegre da minha casa
na manhã de um novo dia que começa.”



Quem quiser curtir mais um pouquinho, não deixe de visitar o site abaixo:






terça-feira, 15 de março de 2011

SMILE


Sorrir movimenta muitos músculos faciais. Há quem diga que são mais de 70. Mas o mais importante é que quando sorrimos, enviamos ao cérebro uma mensagem de bem-estar, segurança, conforto. Claro que se for além de um sorriso, melhor ainda. Uma gargalhada libera  endorfinas que levam a uma sensação de bem-estar físico, mental e emocional, relaxamento para todo o corpo.

O sorriso é algo que ninguém se recusa a receber, ainda que não encontre o eco que seria desejável. Mas, geralmente, quando recebemos um sorriso, mesmo que por reflexo devolvemos outro sorriso à pessoa que nos agraciou.

Podemos sorrir pela simples lembrança de um bom momento, podemos sorrir diante de uma situação engraçada, ou até mesmo vexatória (às vezes, é um sorriso amarelo). Podemos sorrir sem motivo algum, podemos até praticar o sorriso. Há terapias que indicam o sorriso como alternativa de relaxamento e até mesmo de cura.

Nada há de mais fácil, gratuito e com funcionamento mais perfeito, além de melhor retorno que o sorriso. Aliás, acredito que se alguém decidisse ganhar a vida vendendo sorrisos verdadeiros e generosos, ficaria rico. O sorriso é algo de que nenhum de nós prescinde; muito pelo contrário, há dias em que precisamos desesperadamente de um sorriso franco e aberto.

Podemos sorrir ou rir como terapia. Melhor ainda será se pudermos sorrir sem motivo, para qualquer um, quando pagamos um cafezinho na padaria ou quando simplesmente paramos o carro diante da faixa de pedestres para que alguém passe. Sorriso gratuito e abundante. Vamos sorrir! Sorrir ainda que o coração esteja doendo ou tenha sido partido, plagiando Chaplin. Simplesmente sorrir!

O sorriso é contagiante. Assim como o mau humor. Também como a grosseria. Tudo depende do que queremos receber, do que queremos distribuir, semear e compartilhar. Sorrir, para posteriormente gargalhar.

Simplesmente sorrir!



No link abaixo há um texto fantástico sobre a meditação do sorriso. É fácil e faz muito bem!

Meditação do Sorriso












domingo, 13 de março de 2011

O MESTRE ZEN E O TERREMOTO


Aconteceu que um mestre Zen foi chamado como convidado. Alguns amigos haviam se reunido e estavam comendo e conversando quando, de repente, houve um terremoto. O prédio em que eles estavam era um prédio de sete andares, e eles estavam no sétimo andar, então a vida estava em perigo.

Todo mundo tentou escapar. O anfitrião, correndo, olhou para ver o que tinha acontecido com o mestre. Ele estava ali sem sequer uma ruga de preocupação no rosto. Com os olhos fechados, ele estava sentado em sua cadeira da mesma maneira que estava sentado antes.

O anfitrião sentiu-se um pouco culpado, sentiu-se um pouco covarde; não fica bem que o hóspede fique sentado e o anfitrião fuja. Os outros, os outros vinte hóspedes, já tinham descido as escadas, mas ele parou, embora estivesse tremendo de medo, e se sentou ao lado do mestre.

O terremoto chegou e passou, o mestre abriu os olhos e retomou a palestra que, por causa do terremoto, havia interrompido. Ele continuou novamente, exatamente na mesma frase - como se o terremoto não tivesse acontecido.

O anfitrião estava agora sem vontade de ouvir, não estava com disposição de entender porque todo o seu ser estava muito perturbado e ele estava com muito medo. Mesmo que o terremoto já tivesse ido embora, o medo ainda estava lá.

Ele disse: "Agora não diga nada, porque não serei capaz de compreender, não sou mais o mesmo. O terremoto me perturbou muito. Mas há uma pergunta que eu gostaria de fazer. Todos os outros hóspedes haviam escapado, eu também estava na escada, já quase correndo, quando de repente me lembrei de você. Vendo você aqui sentado com os olhos fechados, sentado tão tranquilo, tão imperturbável, me senti um pouco covarde - sou o anfitrião, eu não deveria correr. Então voltei e estou aqui sentado ao seu lado. Gostaria de fazer uma pergunta. Nós todos tentamos fugir. O que aconteceu a você? O que você me diz sobre o terremoto?"

O mestre disse: "Eu também fugi, mas você fugiu para fora, eu fugi para dentro. Sua fuga é inútil porque para onde quer que você esteja indo lá também há um terremoto, então é sem sentido, não faz sentido. Você pode alcançar o sexto andar ou quinto ou o quarto, mas lá também há um terremoto. Eu fugi para um ponto dentro de mim onde nenhum terremoto jamais chega, não pode chegar. Entrei em meu centro.

Isso é o que Lao Tzu diz: "Agarre-se firmemente ao princípio da Quietude". Se você é passivo, aos poucos vai se tornar consciente do centro dentro de você. Você o tem carregado o tempo todo, ele sempre esteve aí, só que você não sabe, não está alerta.

Uma vez que você fique alerta sobre ele, a vida em sua totalidade se torna diferente. Você pode permanecer no mundo e fora dele porque você está sempre em contato com o seu centro. Você pode passar por um terremoto e permanecer imperturbável porque nada toca você.

No Zen eles têm um ditado que diz que um mestre Zen que tenha alcançado o seu centro interior pode passar por um riacho, mas a água nunca toca seus pés . Isso é belo. Não quer dizer que a água nunca toca seus pés - a água vai tocá-los -, refere-se a algo sobre o mundo interior, o profundo interior. Nada o toca, tudo permanece fora, na periferia, e o centro permanece intocado, puro, inocente, virgem.
Osho, em "Living Tao"
Imagem por h.koppdelaney
BLOG Palavras de Osho 

ORAÇÃO DE SÃO FRANCISCO

sábado, 12 de março de 2011

TRAGÉDIAS COLETIVAS - Um convite à fraternidade




Quando uma tragédia como o terremoto e o devastador tsunami no Japão acontece, todo o mundo  é afetado.

Os geólogos falam que um terremoto, altera o eixo da Terra. Mas não é só isso.  

Individualmente o que isso representa? Até que ponto e a que nível nossas ações individuais interferem no coletivo e vice-versa.

Deus, a espiritualidade, a providência divina permite as tragédias coletivas por razões que, infelizmente, nem sempre nossa compreensão alcança, mas são necessárias ao nosso crescimento. Cada pensamento e cada sentimento nosso é um tijolinho que colocamos no alicerce da vida, que pode ser construtivo ou não.

A responsabilidade das coisas que acontecem não é de Deus, seria muito cômodo, dar essa atribuição a Ele... A responsabilidade é nossa, Ele só permite para que através das experiências possamos aprender e evoluir. Há duas formas de aprendizado e crescimento: pelo amor ou pela dor. Aí entra a permissão de Deus.

Daí a necessidade de buscarmos as coisas edificantes: o bem, a qualidade de vida, a saúde, o respeito ao próximo, os cuidados com o planeta; esses são   assuntos que estão carecendo de reflexão.

Algumas pessoas acreditam que as tragédias coletivas são, na verdade, resgates coletivos e que a destruição pode ser um primeiro passo para a transformação e evolução necessárias ao nosso melhoramento.

Muitas vezes o que chamamos de fim e destruição é fundamental para o renascimento e a regeneração. E os problemas, as tragédias, as dores, as destruição são causadas por nós mesmos, conscientemente ou não. E como consequência, trazem mudança, transformação.

Tudo isso, neste momento,  evocam um outro momento em que a destruição causou dor ao Japão, mas trouxe mudanças positivas. Como tão poeticamente a música A Paz, do Gilberto Gil ensina: “Uma bomba sobre o Japão, fez nascer o Japão da paz.”

Além disso, grandes destruições alavancam o progresso de várias formas. Ainda há pouco, assistia a um noticiário na tv e o repórter afirmou: "Depois de grandes tragédias como um tsunami, o país vivencia uma onda de progresso e crescimento. Há muita participação e injeção de recursos."

Com certeza, por nossa escolha preferiríamos caminhar lentamente na direção do progresso e da evolução, a passar por tragédias como essa. E talvez seja justamente por isso que a Divindade nos dá um 'empurrãozinho', porque somos um tanto acomodados, principalmente em relação ao progresso moral. Li essa semana em algum lugar a piadinha "Adão e Eva foram expulsos do paraíso por desobediência, e por preguiça ambos não conseguiram voltar até hoje." Apesar da clara intenção cômica da declaração, talvez isso encerre uma verdade.

As tragédias coletivas despertam em nós sentimentos diversos que vão para muito além da preocupação material. Esses eventos acordam em nós o nosso senso de humanidade, fraternidade e solidariedade. Além disso, também destrói as barreiras e limites de território, cor, raça e religião, o que  reforça em nós a consciência de que somos irmãos, partes do Todo.

Os motivos ou as causas das tragédias não importam realmente. O que realmente conta é como isso nos afeta e como isso nos ensina; em que nos tornamos melhores e de que forma nos unimos para minimizar a dor dos nossos irmãos, dor que também é nossa. Não importa o quanto a Terra se deslocou do seu eixo, mas o quanto nós nos deslocamos do nosso eixo de conforto e individualismo, somos responsáveis por tudo aquilo que acontece... no individual e  no coletivo também. Acordemos!

(Colaboração de Luiz Eduardo Blog)

Por isso, convidamos a todos para promovermos hoje e amanhã, às 18 horas (horário de Brasília) uma prece em favor dos nossos irmãos que estão vivenciando essa tragédia e pelo despertar da humanidade.

sexta-feira, 11 de março de 2011

ASSUMINDO AS ESCOLHAS



A questão das escolhas já é uma questão batida nas discussões sobre autoconhecimento.  Sabe-se que escolhemos todo o tempo. Agora mesmo faço uma escolha ao expressar minhas opiniões. E quem, por ventura ler esse texto, também estará fazendo uma escolha.

Escolhemos uma profissão, escolhemos amizades, escolhemos o que comprar, o que comer. Mas a questão que me faz refletir hoje é outra. Fazer escolha é algo natural, como respirar.

A questão que realmente importa é estar consciente da escolha feita, e, acima de tudo, assumi-la. A coisa mais corriqueira no mundo é uma escolha vir seguida de um subterfúgio:

- Ninguém me avisou...
- Eu estava doente..
- Eu fui uma vítima da situação...
- Eu estava num momento difícil...
- Eu não vi o que fazia...
- Não foi por mal...

E por aí vai. Não acho que as pessoas devam se culpar pelas escolhas que não foram felizes. Só acredito que é preciso assumir, 'para a sorte abrir'; assumir que julgou  mal, que errou, que foi infeliz na escolha, que foi egoísta, insensato, inconsequente. Não assumir é passar para a frente algo que deveria ser refletido; não assumir é culpar os pais, a criação, a vida difícil, a dificuldade financeira, a vida ingrata, Deus.
Assumir liberta das culpas, porque cria uma sensação de reparação. Quando cometemos um erro, devemos tentar minimizá-lo, repará-lo. De forma honesta, adulta e sincera, assumir uma escolha errada é a reparação do erro ou parte dela.

Os subterfúgios são muletas. Quem neles se apoia não cresce, não evolui, não se reabilita. Os subterfúgios alimentam situações duradouras de infelicidade e dor. Mas é preciso coragem para jogar fora os subterfúgios, porque eles são confortáveis, nos poupam de dores e nos protegem dos julgamentos. Mas é só.

Pessoas conscientes e responsáveis assumem seus méritos, tanto quanto assumem suas falhas. Crescem com a dor, com as escolhas mal sucedidas, não temem enfrentar de peito aberto as consequências. E assim crescem, evoluem, brilham e voam alto.