segunda-feira, 21 de março de 2011

DIA INTERNACIONAL DA SÍNDROME DE DOWN

Você que chegou agora, vem conosco...
Vamos divulgar, não apenas hoje...
Vamos abraçar, não apenas agora...
Vamos fazer a nossa parte!

QUE TAL UM LANCHINHO?

Observando a farrinha diária comandada pelo Luiz Eduardo no Facebook com os lanchinhos, chazinhos e comidinhas em geral, comecei a pensar no poder da comida.

A comida (vamos considerar tudo que nos alimenta, seja líquido ou sólido) tem o poder de alimentar e nutrir nosso corpo físico, tem o poder de mexer com o nosso humor, com os nossos sentidos, tem o poder de nos reunir a outros e também de nos conforta e curar.
Gosto muito de observar os dois últimos. É muito interessante observar que todas  as reuniões familiares ou sociais acontecem motivadas por um jantar, um lanchinho, um coquetel. Não ousamos imaginar uma comemoração por mais simples que seja sem algumas gostosuras para alegrar os presentes. Ninguém convida os amigos para uma visita, sem oferecer-lhes algo especial, preparado com amor.
Mesmo que virtualmente, pela simples visualização de imagens de guloseimas ou fabulosos petiscos, chás fumegantes, nossos sentidos se exaltam, nossa memória entra em ação, evocando sabores e aromas familiares e reconfortantes.
Ninguém resiste às postagens do Eduardo sem se aproximar,  fazer um comentário, sentar-se à mesa e partilhar lanche oferecido, desfrutando das boas companhias e inevitáveis risadas. O poder da comida. Muitos param o que estão fazendo, no meio do dia, para desfrutar daqueles deliciosos momentos. É inegável que a comida reúne e aproxima as pessoas.
Presenteamos com chocolate, cestas de queijos e vinhos. Como lembrança da festa de casamento, distribuímos bem-casados. Recepcionamos os novos vizinhos com um bolo feito com carinho. Oferecemos ovos de páscoa e panetones nos feriados respectivos.  E isso  não é por acaso.
E não é só isso.  A comida tem o poder de confortar e até curar. Não podemos negar que tudo o que fazemos, carrega nossa energia, positiva ou negativa. Quando  cozinhamos ou preparamos um alimento, devemos cuidar para que ele carregue energias de amor.
Quantas vezes, em família, depois de momentos difíceis ou de adversidades, preparamos um jantar gostoso ou um bolo saboroso, como uma forma de consolar, restaurar e revigorar? Quantas vezes o que nos cura é exatamente a canjinha ou aquele chá especial da mamãe ou da vovó?
Ainda que outras pessoas preparem exatamente a mesma receita, o efeito não é o mesmo sobre a nossa saúde ou nosso estado de espírito. Além do amor impregnado nos pratos, há o fator emocional individual, as memórias de carinho, cuidado e conforto que isso nos causa.
Quem sabe agora mesmo não seja o momento de preparar aquela receitinha especial, pode ser a mais simples e rápida, boa o suficiente para fazer um carinho a alguém ou a você mesmo?
Comer não é apenas uma questão de nutrição física, mas também emocional.  Cabe a nós fazer desses momentos diários, situações deliciosas em todos os sentidos.

E então, depois de tanto papo, que tal um lanchinho?

domingo, 20 de março de 2011

COR CORA CORAGEM CORALINA



Cora Coralina.

Durante a maior parte da vida, foi 'apenas' Ana Lins Guimarães Peixoto Bretas, uma dona de casa, mãe de família e doceira de mão cheia. Como se tudo isso fosse pouco, tornou-se poetisa e contista, falando das coisas simples do dia a dia, revelando uma sabedoria ímpar sobre as coisas do mundo.

Imortalizou a pequenina Cidade de Goiás, nos seus versos que carregam o cheiro e o sabor do do interior de Goiás. Apesar de ter vivido por mais de quarenta anos no estado de São Paulo, escolheu registrar as memórias da terra natal e da infância na pequena cidade goiana.
Quando Ana Lins fez cinquenta anos de idade, disser ter passado por uma grande transformação interior, à qual  chamou de "perda do medo". Assim, deixou de ser Ana, passou a ser Cora. Coralina. De muitas cores. E então, dedicou-se com toda a alma à poesia e aos escritos, que jamais abandonara, apesar da vida de mãe e dona de casa.

Cora só publicou seu primeiro livro aos 76 anos de idade e encanta até hoje tantas pessoas com seus versos. Uma história para todos nós, um exemplo de vida, uma história que nos diz que a todo momento podemos fazer novas escolhas, trilhar novos caminhos, começar novos projetos, nos dedicarmos ao que nos dá prazer.

A casinha na qual Cora viveu a infância foi transformada em museu. Para quem já teve a oportunidade de conhecer, a experiência é única. Em cada canto, a riqueza da simplicidade. Em cada objeto, reconhecemos a poetisa dos becos de Goiás, a mulher simples e trabalhadora, a poetisa sensível.

Dá vontade de morar lá, da velha casa da ponte, de tomar um chá com a Cora que fica vendo a vida passar da janela na tarde quente da cidadezinha pacata plantada no meio das serras. Tomar água fresquinha na bica d'água que corre por baixo da casa.  É uma delícia. É lindo. É emocionante.




Para cada um, um pedacinho de Goiás, de Cora, da poesia e da doçura:



HUMILDADE

Senhor, fazei com que eu aceite
minha pobreza tal como sempre foi.

Que não sinta o que não tenho.
Não lamente o que podia ter
e se perdeu por caminhos errados
e nunca mais voltou.

Dai, Senhor, que minha humildade
seja como a chuva desejada
caindo mansa,
longa noite escura
numa terra sedenta
e num telhado velho.

Que eu possa agradecer a Vós,
minha cama estreita,
minhas coisinhas pobres,
minha casa de chão,
pedras e tábuas remontadas.
E ter sempre um feixe de lenha
debaixo do meu fogão de taipa,
e acender, eu mesma,
o fogo alegre da minha casa
na manhã de um novo dia que começa.”



Quem quiser curtir mais um pouquinho, não deixe de visitar o site abaixo:






terça-feira, 15 de março de 2011

SMILE


Sorrir movimenta muitos músculos faciais. Há quem diga que são mais de 70. Mas o mais importante é que quando sorrimos, enviamos ao cérebro uma mensagem de bem-estar, segurança, conforto. Claro que se for além de um sorriso, melhor ainda. Uma gargalhada libera  endorfinas que levam a uma sensação de bem-estar físico, mental e emocional, relaxamento para todo o corpo.

O sorriso é algo que ninguém se recusa a receber, ainda que não encontre o eco que seria desejável. Mas, geralmente, quando recebemos um sorriso, mesmo que por reflexo devolvemos outro sorriso à pessoa que nos agraciou.

Podemos sorrir pela simples lembrança de um bom momento, podemos sorrir diante de uma situação engraçada, ou até mesmo vexatória (às vezes, é um sorriso amarelo). Podemos sorrir sem motivo algum, podemos até praticar o sorriso. Há terapias que indicam o sorriso como alternativa de relaxamento e até mesmo de cura.

Nada há de mais fácil, gratuito e com funcionamento mais perfeito, além de melhor retorno que o sorriso. Aliás, acredito que se alguém decidisse ganhar a vida vendendo sorrisos verdadeiros e generosos, ficaria rico. O sorriso é algo de que nenhum de nós prescinde; muito pelo contrário, há dias em que precisamos desesperadamente de um sorriso franco e aberto.

Podemos sorrir ou rir como terapia. Melhor ainda será se pudermos sorrir sem motivo, para qualquer um, quando pagamos um cafezinho na padaria ou quando simplesmente paramos o carro diante da faixa de pedestres para que alguém passe. Sorriso gratuito e abundante. Vamos sorrir! Sorrir ainda que o coração esteja doendo ou tenha sido partido, plagiando Chaplin. Simplesmente sorrir!

O sorriso é contagiante. Assim como o mau humor. Também como a grosseria. Tudo depende do que queremos receber, do que queremos distribuir, semear e compartilhar. Sorrir, para posteriormente gargalhar.

Simplesmente sorrir!



No link abaixo há um texto fantástico sobre a meditação do sorriso. É fácil e faz muito bem!

Meditação do Sorriso












domingo, 13 de março de 2011

O MESTRE ZEN E O TERREMOTO


Aconteceu que um mestre Zen foi chamado como convidado. Alguns amigos haviam se reunido e estavam comendo e conversando quando, de repente, houve um terremoto. O prédio em que eles estavam era um prédio de sete andares, e eles estavam no sétimo andar, então a vida estava em perigo.

Todo mundo tentou escapar. O anfitrião, correndo, olhou para ver o que tinha acontecido com o mestre. Ele estava ali sem sequer uma ruga de preocupação no rosto. Com os olhos fechados, ele estava sentado em sua cadeira da mesma maneira que estava sentado antes.

O anfitrião sentiu-se um pouco culpado, sentiu-se um pouco covarde; não fica bem que o hóspede fique sentado e o anfitrião fuja. Os outros, os outros vinte hóspedes, já tinham descido as escadas, mas ele parou, embora estivesse tremendo de medo, e se sentou ao lado do mestre.

O terremoto chegou e passou, o mestre abriu os olhos e retomou a palestra que, por causa do terremoto, havia interrompido. Ele continuou novamente, exatamente na mesma frase - como se o terremoto não tivesse acontecido.

O anfitrião estava agora sem vontade de ouvir, não estava com disposição de entender porque todo o seu ser estava muito perturbado e ele estava com muito medo. Mesmo que o terremoto já tivesse ido embora, o medo ainda estava lá.

Ele disse: "Agora não diga nada, porque não serei capaz de compreender, não sou mais o mesmo. O terremoto me perturbou muito. Mas há uma pergunta que eu gostaria de fazer. Todos os outros hóspedes haviam escapado, eu também estava na escada, já quase correndo, quando de repente me lembrei de você. Vendo você aqui sentado com os olhos fechados, sentado tão tranquilo, tão imperturbável, me senti um pouco covarde - sou o anfitrião, eu não deveria correr. Então voltei e estou aqui sentado ao seu lado. Gostaria de fazer uma pergunta. Nós todos tentamos fugir. O que aconteceu a você? O que você me diz sobre o terremoto?"

O mestre disse: "Eu também fugi, mas você fugiu para fora, eu fugi para dentro. Sua fuga é inútil porque para onde quer que você esteja indo lá também há um terremoto, então é sem sentido, não faz sentido. Você pode alcançar o sexto andar ou quinto ou o quarto, mas lá também há um terremoto. Eu fugi para um ponto dentro de mim onde nenhum terremoto jamais chega, não pode chegar. Entrei em meu centro.

Isso é o que Lao Tzu diz: "Agarre-se firmemente ao princípio da Quietude". Se você é passivo, aos poucos vai se tornar consciente do centro dentro de você. Você o tem carregado o tempo todo, ele sempre esteve aí, só que você não sabe, não está alerta.

Uma vez que você fique alerta sobre ele, a vida em sua totalidade se torna diferente. Você pode permanecer no mundo e fora dele porque você está sempre em contato com o seu centro. Você pode passar por um terremoto e permanecer imperturbável porque nada toca você.

No Zen eles têm um ditado que diz que um mestre Zen que tenha alcançado o seu centro interior pode passar por um riacho, mas a água nunca toca seus pés . Isso é belo. Não quer dizer que a água nunca toca seus pés - a água vai tocá-los -, refere-se a algo sobre o mundo interior, o profundo interior. Nada o toca, tudo permanece fora, na periferia, e o centro permanece intocado, puro, inocente, virgem.
Osho, em "Living Tao"
Imagem por h.koppdelaney
BLOG Palavras de Osho 

ORAÇÃO DE SÃO FRANCISCO

O QUE É COERÊNCIA?

No conceito da palavra coerência podemos de cara destacar que coerência é ausência de contradição.

Atitudes coerentes são atitudes que demonstram sintonia, equilíbrio, do que se faz com aquilo que se  fala.

Para ter coerência é preciso basicamente buscar se conhecer, é preciso estar realmente determinado na busca do autoconhecimento, da verdade interior, é preciso comprometimento.
 
(Luiz Eduardo)
 

sábado, 12 de março de 2011

TRAGÉDIAS COLETIVAS - Um convite à fraternidade




Quando uma tragédia como o terremoto e o devastador tsunami no Japão acontece, todo o mundo  é afetado.

Os geólogos falam que um terremoto, altera o eixo da Terra. Mas não é só isso.  

Individualmente o que isso representa? Até que ponto e a que nível nossas ações individuais interferem no coletivo e vice-versa.

Deus, a espiritualidade, a providência divina permite as tragédias coletivas por razões que, infelizmente, nem sempre nossa compreensão alcança, mas são necessárias ao nosso crescimento. Cada pensamento e cada sentimento nosso é um tijolinho que colocamos no alicerce da vida, que pode ser construtivo ou não.

A responsabilidade das coisas que acontecem não é de Deus, seria muito cômodo, dar essa atribuição a Ele... A responsabilidade é nossa, Ele só permite para que através das experiências possamos aprender e evoluir. Há duas formas de aprendizado e crescimento: pelo amor ou pela dor. Aí entra a permissão de Deus.

Daí a necessidade de buscarmos as coisas edificantes: o bem, a qualidade de vida, a saúde, o respeito ao próximo, os cuidados com o planeta; esses são   assuntos que estão carecendo de reflexão.

Algumas pessoas acreditam que as tragédias coletivas são, na verdade, resgates coletivos e que a destruição pode ser um primeiro passo para a transformação e evolução necessárias ao nosso melhoramento.

Muitas vezes o que chamamos de fim e destruição é fundamental para o renascimento e a regeneração. E os problemas, as tragédias, as dores, as destruição são causadas por nós mesmos, conscientemente ou não. E como consequência, trazem mudança, transformação.

Tudo isso, neste momento,  evocam um outro momento em que a destruição causou dor ao Japão, mas trouxe mudanças positivas. Como tão poeticamente a música A Paz, do Gilberto Gil ensina: “Uma bomba sobre o Japão, fez nascer o Japão da paz.”

Além disso, grandes destruições alavancam o progresso de várias formas. Ainda há pouco, assistia a um noticiário na tv e o repórter afirmou: "Depois de grandes tragédias como um tsunami, o país vivencia uma onda de progresso e crescimento. Há muita participação e injeção de recursos."

Com certeza, por nossa escolha preferiríamos caminhar lentamente na direção do progresso e da evolução, a passar por tragédias como essa. E talvez seja justamente por isso que a Divindade nos dá um 'empurrãozinho', porque somos um tanto acomodados, principalmente em relação ao progresso moral. Li essa semana em algum lugar a piadinha "Adão e Eva foram expulsos do paraíso por desobediência, e por preguiça ambos não conseguiram voltar até hoje." Apesar da clara intenção cômica da declaração, talvez isso encerre uma verdade.

As tragédias coletivas despertam em nós sentimentos diversos que vão para muito além da preocupação material. Esses eventos acordam em nós o nosso senso de humanidade, fraternidade e solidariedade. Além disso, também destrói as barreiras e limites de território, cor, raça e religião, o que  reforça em nós a consciência de que somos irmãos, partes do Todo.

Os motivos ou as causas das tragédias não importam realmente. O que realmente conta é como isso nos afeta e como isso nos ensina; em que nos tornamos melhores e de que forma nos unimos para minimizar a dor dos nossos irmãos, dor que também é nossa. Não importa o quanto a Terra se deslocou do seu eixo, mas o quanto nós nos deslocamos do nosso eixo de conforto e individualismo, somos responsáveis por tudo aquilo que acontece... no individual e  no coletivo também. Acordemos!

(Colaboração de Luiz Eduardo Blog)

Por isso, convidamos a todos para promovermos hoje e amanhã, às 18 horas (horário de Brasília) uma prece em favor dos nossos irmãos que estão vivenciando essa tragédia e pelo despertar da humanidade.

sexta-feira, 11 de março de 2011

ASSUMINDO AS ESCOLHAS



A questão das escolhas já é uma questão batida nas discussões sobre autoconhecimento.  Sabe-se que escolhemos todo o tempo. Agora mesmo faço uma escolha ao expressar minhas opiniões. E quem, por ventura ler esse texto, também estará fazendo uma escolha.

Escolhemos uma profissão, escolhemos amizades, escolhemos o que comprar, o que comer. Mas a questão que me faz refletir hoje é outra. Fazer escolha é algo natural, como respirar.

A questão que realmente importa é estar consciente da escolha feita, e, acima de tudo, assumi-la. A coisa mais corriqueira no mundo é uma escolha vir seguida de um subterfúgio:

- Ninguém me avisou...
- Eu estava doente..
- Eu fui uma vítima da situação...
- Eu estava num momento difícil...
- Eu não vi o que fazia...
- Não foi por mal...

E por aí vai. Não acho que as pessoas devam se culpar pelas escolhas que não foram felizes. Só acredito que é preciso assumir, 'para a sorte abrir'; assumir que julgou  mal, que errou, que foi infeliz na escolha, que foi egoísta, insensato, inconsequente. Não assumir é passar para a frente algo que deveria ser refletido; não assumir é culpar os pais, a criação, a vida difícil, a dificuldade financeira, a vida ingrata, Deus.
Assumir liberta das culpas, porque cria uma sensação de reparação. Quando cometemos um erro, devemos tentar minimizá-lo, repará-lo. De forma honesta, adulta e sincera, assumir uma escolha errada é a reparação do erro ou parte dela.

Os subterfúgios são muletas. Quem neles se apoia não cresce, não evolui, não se reabilita. Os subterfúgios alimentam situações duradouras de infelicidade e dor. Mas é preciso coragem para jogar fora os subterfúgios, porque eles são confortáveis, nos poupam de dores e nos protegem dos julgamentos. Mas é só.

Pessoas conscientes e responsáveis assumem seus méritos, tanto quanto assumem suas falhas. Crescem com a dor, com as escolhas mal sucedidas, não temem enfrentar de peito aberto as consequências. E assim crescem, evoluem, brilham e voam alto.

quinta-feira, 10 de março de 2011

SEJA OSTRA



Eu adoro errar e aprender, eu adoro sofrer e crescer. Ruim é quando a gente não sabe fazer essa alquimia.

Podemos aprender sem errar, aprender pelo estudo, pela observação. Mas nem sempre esse aprendizado é realmente concreto. Muitas vezes, aprende-se a teoria, mas na prática não se sabe utilizar o que foi aprendido.

O erro ensina com a prática, de forma que procuraremos evitar errar novamente no futuro. Quando o sofrimento nos traz crescimento, a dor transforma-se em alegria ou beleza. É como a história da ostra que, ferida, produz a pérola. A beleza não existiria caso o ferimento não existisse.

O sofrimento, qualquer que seja, produz em nós um movimento que nos leva a buscar a solução, a cura. A falta de algo nos causa sofrimento, e esse sofrimento nos ensina algo que precisamos aprender, a fim de conquistar aquilo que nos falta – o alívio, o conforto, a paz.

Mas, nem sempre, agimos como ostras. Nem sempre sabemos agir de forma construtiva e consciente. Esse é um exercício que deve ser feito diariamente e regularmente. Afinal, estamos em eterno processo de evolução.

Seja ostra. Faça a alquimia.

CONHECE-TE A TI MESMO

Fotógrafo desconhecido

Conhece-te a ti mesmo. Aforismo grego, lema da filosofia socrática. Parece que se conhecer, vem sendo a busca da humanidade, ainda que não claramente e não conscientemente.
Conhecer-se é tornar-se consciente da própria ignorância, ou simplesmente, tornar-se consciente – atingindo a consciência.  
Alguns iniciam a busca pelo autoconhecimento, desafiando os próprios limites. Descobrir os limites ou descobrir-se ilimitado é um caminho para o autoconhecimento. Outros, estudam o ser humano, a mente humana, o comportamento humano, e, como se estivessem se olhando no espelho, acabam por conhecer-se melhor. Outros ainda, trilham o caminho da experimentação, do risco, para chegar ao conhecimento, ainda que não tenha clareza de tal busca. Mas todos nós estamos buscando.
O autoconhecimento exige observação e reflexão; e como todo o resto, exige também disciplina. Pelo autoconhecimento, atingimos o conhecimento, porque nada nos é novo ou misterioso. E, na contrapartida, o autoconhecimento nos brinda com liberdade, independência, segurança, estabilidade emocional, serenidade, amor próprio. E o autoconhecimento não traz benefícios apenas a nós mesmos.
Todos nós fazemos parte da humanidade, mas não só; somos parte da mesma energia superior, da essência divina. Todos somos um. Se eu me conheço, conheço também meu semelhante.
Quando nos conhecemos bem, eliminamos diversos problemas no relacionamento com os outros. Abandonamos o ciúme, a inveja, a intolerância; o medo que nos deixa na defensiva, dá lugar à confiança, que nos aproxima das outras pessoas. Conhecendo-nos, desfrutamos melhor das bênçãos da vida e compartilhamos com amor.
Eu me conheço, eu te conheço.
Eu me respeito, eu te respeito.
Eu me aceito, eu te aceito.
Eu me amo, eu te amo.
E assim, vamos construindo um mundo mais justo e solidário.

E, nessa busca, iniciamos (eu, Luiz Eduardo, Maria Helly) um trabalho de terapia virtual conjunta, conhecimento, autoconhecimento, divulgação, motivação e partilha, utilizando os espaços virtuais aqui no Blog, no Orkut e Facebook, para o bem, pelo amor, pela troca amorosa e solidária. Junte-se a nós.
Vamos compartilhar dores e alegrias e multiplicar o amor que recebemos de forma tão generosa e gratuita nas nossas vidas.
Para maiores informações, acessem a comunidade REIKI – O caminho do Coração (Orkut), o Blog do Luiz Eduardo e nosso grupo no Facebook.
Comunidade Orkut
Blog Luiz Eduardo

quarta-feira, 9 de março de 2011

ESCOLHAS DE UMA VIDA



A certa altura do filme Crimes e Pecados, o personagem interpretado por Woody Allen diz: "Nós somos a soma das nossas decisões".

Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta e de lá nunca mais saiu. Compartilho do ceticismo de Allen: a gente é o que a gente escolhe ser, o destino pouco tem a ver com isso.

Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção,estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar "minha vida".

Não é tarefa fácil. No momento em que se escolhe ser médico, se está abrindo mão de ser piloto de avião. Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível conciliar com a arquitetura. No amor, a mesma coisa: namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances. Até que chega um momento em que é preciso decidir entre passar o resto da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam, ou casar, e através do casamento fundar uma microempresa, com direito a casa própria, orçamento doméstico e responsabilidades.

As duas opções têm seus prós e contras: viver sem laços e viver com laços...

Escolha: beber até cair ou virar vegetariano e budista? Todas as alternativas são válidas, mas há um preço a pagar por elas.

Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana, ter filhos quando se está bem-disposto e não tê-los quando se está cansado. Por isso é tão importante o auto conhecimento. Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos. Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é. Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: Ninguém é o mesmo para sempre.

Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido. A estrada é longa e o tempo é curto.Não deixe de fazer nada que queira, mas tenha responsabilidade e maturidade para arcar com as conseqüências destas ações.

Lembrem-se: suas escolhas têm 50% de chance de darem certo, mas também 50% de chance de darem errado. A escolha é sua...!

Pedro Bial


terça-feira, 8 de março de 2011

ESTÁ NOS OLHOS DE QUEM VÊ

 Sempre se disse que a beleza está nos olhos de quem vê. Dizem que certa vez, Jesus passando por uma carcaça de animal morto, com seus discípulos, que viravam o rosto, exclamavam impropérios e faziam caretas diante do cheiro que exalava a carcaça já em decomposição.  Jesus, sábio mestre, observou “Ele tinha belos dentes”. Da sua infinita grandeza, Jesus só conseguia ver a beleza, mesmo em uma situação em que todos viam o que era desagradável. Assim o via Jesus, pois seus olhos eram belos, ou seja, seus olhos viam o que estava em seu coração. Olhos amorosos veem a beleza, o bem, o amor, o mérito.

Assim também, o sentido das coisas está nos olhos de quem vê. Em muitas situações, uma simples frase nos deixa de cabelo em pé:

- Quero te dizer uma coisa.
- O que foi? Eu não fiz nada. Vai com calma, eu sou inocente.

Com frequência, imaginamos que a pessoa que fala tem uma intenção, muito diferente daquela que há realmente. Precisamos nos desarmar, parar de esperar problemas e coisas ruins. Na verdade, devemos fazer o oposto: estar abertos para coisas boas, boas notícias, boas energias.


Para finalizar, lembrei de uma história real que nosso amigo Renato contava. Pai de um casalzinho de loirinhos adoráveis, um belo dia foi surpreendido pela pergunta da filha de aproximadamente cinco anos:

- Pai, o que é sexo?

Ele conta que ficou roxo, engasgou, já estava pensando em simular um enfarto ou coisa parecida, quando se lembrou de perguntar:

- Por que você quer saber, minha filha?

E a criança, na maior inocência:

- Porque a professora mandou fazer essa tarefa e está perguntando  meu nome, minha idade e meu sexo.

Viu só? O problema estava na mente adulta que imaginou uma situação muito diferente da situação real. A pergunta era simples e a resposta não precisava incluir cegonha, sementinha, muito menos uma aula de educação sexual. Nem tudo é necessariamente um problema. Vamos tentar enxergar a via com os olhos do amor, com os olhos da inocência. Pense nisso.


segunda-feira, 7 de março de 2011

FELIZ DIA INTERNACIONAL DA MULHER SEM TPM

Hoje é o dia internacional das mulheres. Ser mulher é uma delícia e um desafio. E não é para qualquer um. Ou qualquer uma.
Mulher de verdade, não se encontra facilmente, assim, pela vida.
Ser mulher é ser mil em uma. É viver à beira da exaustão, senão viver a própria exaustão.
É viver mais suscetível à beleza da vida. Por isso choramos facilmente, com um filme ou um corte de cabelo ruim.
Mulher de verdade é forte e lutadora. E mulher de verdade não põe a culpa na tpm.
Detesto esse papo de que tudo é culpa da tpm.
Não, não é culpa da tpm. Talvez eu não seja uma mulher típica, embora seja totalmente mulherzinha, adore rendinha, rosinha, gloss e cabelinho arrumado, não sou típica.
Eu coloco a mão na massa. Eu arregaço as mangas. Eu sou mais macho que muito homem, no bom sentido. E odeio que culpem a tpm por tudo. Tpm e cachaça não explicam nem justificam tudo, no meu mundo. Não acredito que é válido se esconder atrás de um porre ou de uma tpm. Eles causam alteração? Sim. Mas até que ponto essa alteração muda o curso das coisas? Não muda.
Se quiser, acredite que para você, a tpm é realmente é uma algoz. Terrível, perigosa, audaciosa, com vida própria, capaz dos piores atos.  Não para mim. Para mim, ela nada mais que é uma dor de cabeça chatíssima ou um período em que os barulhos parecem piores, em que eu me irrito um pouco mais facilmente. E só. Não vou matar porque estou na tpm. Não vou xingar porque estou na tpm. Posso xingar porque eu quis, porque me excedi, porque perdi a paciência a esse ponto. Culpa minha.
Será que nem errar sozinha eu posso? Eu quero ser mulher, quero ser gente, não quero ser uma criatura frágil a mercê da ira dos hormônios. Não quero ser uma criatura fraca, incapaz de assumir as próprias culpas.
Eu quero as minhas culpas tanto quanto quero os meus méritos. Ambos fazem parte de mim. Errar me faz humana, não sou uma pessoa que uma vez por mês vira um monstrinho irascível alucinado por hormônios terroristas. Eu reconheço que não sou muito normal, querendo assumir culpas e tal. Mas eu sou assim. Sou honesta, dou a cara pra bater. Fiz, assumo.
Tenho pena dos homens que não têm tpm para culpar.


Feliz dia das mulheres. Sem tpm, por favor.

SOBRE O CASAMENTO

Getty images


Não vou postar o texto todo, mas indico o link para quem quiser ler sobre casamento. É imperdível, garanto. Perfeito.


"Assim, fique atento antes de ser apanhado na armadilha! Casamento é uma armadilha: você será apanhado pela mulher e a mulher será apanhada por você. É uma armadilha mútua. E então legalmente vocês estão autorizados a torturar um ao outro para sempre. E particularmente nesse país, não só por uma vida, mas por várias! O divórcio não é permitido nem após sua morte. Na próxima vida você terá a mesma esposa, lembre-se!"

Osho, em "Ah This!"
Fonte:
Osho.com

sábado, 5 de março de 2011

OPINIÃO SOBRE O CARNAVAL


Rachel Sheherazade é jornalista, paraibana, o nome do carnaval 2011. Ou do anticarnaval. Mulher que tem o que dizer e o diz com firmeza. Inteligência e opinião na medida certa.


Blog da Rachel
“A gente pode
morar numa casa mais o menos
morar numa rua mais o menos
morar numa cidade mais o menos
e até ter um governo mais o menos

A gente pode
dormir numa cama mais o menos
comer um feijão mais o menos
ter um carro mais ou menos,
e até ser obrigado a acreditar mais
ou menos no futuro.

A gente pode
Olhar em volta e sentir que tudo
está mais ou menos

TUDO BEM ...

O que a gente não pode mesmo,
nunca, de jeito nenhum,
É amar mais ou menos
É sonhar mais ou menos
É ser amigo mais ou menos
É ter fé mais ou menos,
Senão a gente corre o risco de se
tornar uma pessoa mais ou menos.”

Chico Xavier

A MENINA E O PÁSSARO ENCANTADO




Era uma vez uma menina que tinha um pássaro como seu melhor amigo.



Ele era um pássaro diferente de todos os demais: era encantado.


Os pássaros comuns, se a porta da gaiola ficar aberta, vão-se embora para nunca mais voltar. Mas o pássaro da menina voava livre e vinha quando sentia saudades… As suas penas também eram diferentes. Mudavam de cor. Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava. Certa vez voltou totalmente branco, cauda enorme de plumas fofas como o algodão…


— Menina, eu venho das montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores. Trouxe, nas minhas penas, um pouco do encanto que vi, como presente para ti…


E, assim, ele começava a cantar as canções e as histórias daquele mundo que a menina nunca vira. Até que ela adormecia, e sonhava que voava nas asas do pássaro.


Outra vez voltou vermelho como o fogo, penacho dourado na cabeça.


— Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga. As minhas penas ficaram como aquele sol, e eu trago as canções tristes daqueles que gostariam de ouvir o barulho das cachoeiras e ver a beleza dos campos verdes.


E de novo começavam as histórias. A menina amava aquele pássaro e podia ouvi-lo sem parar, dia após dia. E o pássaro amava a menina, e por isto voltava sempre.


Mas chegava a hora da tristeza.


— Tenho de ir — dizia.


— Por favor, não vás. Fico tão triste. Terei saudades. E vou chorar…— E a menina fazia beicinho…


— Eu também terei saudades — dizia o pássaro. — Eu também vou chorar. Mas vou contar-te um segredo: as plantas precisam da água, nós precisamos do ar, os peixes precisam dos rios… E o meu encanto precisa da saudade. É aquela tristeza, na espera do regresso, que faz com que as minhas penas fiquem bonitas. Se eu não for, não haverá saudade. Eu deixarei de ser um pássaro encantado. E tu deixarás de me amar.


Assim, ele partiu. A menina, sozinha, chorava à noite de tristeza, imaginando se o pássaro voltaria. E foi numa dessas noites que ela teve uma ideia malvada: “Se eu o prender numa gaiola, ele nunca mais partirá. Será meu para sempre. Não mais terei saudades. E ficarei feliz…”


Com estes pensamentos, comprou uma linda gaiola, de prata, própria para um pássaro que se ama muito. E ficou à espera. Ele chegou finalmente, maravilhoso nas suas novas cores, com histórias diferentes para contar. Cansado da viagem, adormeceu. Foi então que a menina, cuidadosamente, para que ele não acordasse, o prendeu na gaiola, para que ele nunca mais a abandonasse. E adormeceu feliz.


Acordou de madrugada, com um gemido do pássaro…


— Ah! menina… O que é que fizeste? Quebrou-se o encanto. As minhas penas ficarão feias e eu esquecer-me-ei das histórias… Sem a saudade, o amor ir-se-á embora…


A menina não acreditou. Pensou que ele acabaria por se acostumar. Mas não foi isto que aconteceu. O tempo ia passando, e o pássaro ficando diferente. Caíram as plumas e o penacho. Os vermelhos, os verdes e os azuis das penas transformaram-se num cinzento triste.

E veio o silêncio: deixou de cantar.


Também a menina se entristeceu. Não, aquele não era o pássaro que ela amava. E de noite ela chorava, pensando naquilo que havia feito ao seu amigo…


Até que não aguentou mais.


Abriu a porta da gaiola.


— Podes ir, pássaro. Volta quando quiseres…


— Obrigado, menina. Tenho de partir. E preciso de partir para que a saudade chegue e eu tenha vontade de voltar. Longe, na saudade, muitas coisas boas começam a crescer dentro de nós. Sempre que ficares com saudade, eu ficarei mais bonito. Sempre que eu ficar com saudade, tu ficarás mais bonita. E enfeitar-te-ás, para me esperar…


E partiu. Voou que voou, para lugares distantes. A menina contava os dias, e a cada dia que passava a saudade crescia.


— Que bom — pensava ela — o meu pássaro está a ficar encantado de novo…


E ela ia ao guarda-roupa, escolher os vestidos, e penteava os cabelos e colocava uma flor na jarra.


— Nunca se sabe. Pode ser que ele volte hoje…


Sem que ela se apercebesse, o mundo inteiro foi ficando encantado, como o pássaro. Porque ele deveria estar a voar de qualquer lado e de qualquer lado haveria de voltar. Ah!


Mundo maravilhoso, que guarda em algum lugar secreto o pássaro encantado que se ama…


E foi assim que ela, cada noite, ia para a cama, triste de saudade, mas feliz com o pensamento: “Quem sabe se ele voltará amanhã….”


E assim dormia e sonhava com a alegria do reencontro.

Rubem Alves

sexta-feira, 4 de março de 2011

COISA GOSTOSA


Poucas coisas na vida podem ser tão gostosas como risada de criança. Gargalhada, então, nem se fala.

RECOMEÇAR

Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim. (Chico Xavier)

Todos nós estamos recomeçando, todo o tempo. Recomeçamos todos os dias, ao acordar. O sono, dizem, é uma pequena morte diária. E essa pequena morte, nos dá a chance de recomeçar, quando renascemos junto com o nascer do sol.

Assim, temos a chance de fazer uma nova história com as pessoas com quem nos relacionamos, no trabalho que desenvolvemos, em relação à nossa saúde, enfim...Tudo pode ser recomeçado, reconstruído, revigorado. Em tudo podemos agir com mais consciência, mais clareza, mais bondade e mais compromisso. Em tudo podemos ser mais responsáveis com nós mesmos, com o próximo e com o distante.

O passado não pode ser apagado, mas o passado não existe. O passado é uma página virada, cujo conteúdo não deve mais importar. O passado, quando era presente, nos ensinou lições preciosas. Missão cumprida.

O grande momento é o presente. Do momento presente devemos cuidar com carinho, devemos recomeçar diariamente fazendo o melhor, por nós e pelos outros. Dos presentes é feita a eternidade. E que a nossa eternidade seja feita de presentes maravilhosos - do momento presente e das dádivas que recebemos diariamente.


Desconheço o fotógrafo

Recomeçar

Não importa onde você parou…
em que momento da vida você cansou…
o que importa é que sempre é possível e
necessário “Recomeçar”.

Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo…
é renovar as esperanças na vida e o mais importante…
acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período?
foi aprendizado…
Chorou muito?
foi limpeza da alma…

Ficou com raiva das pessoas?
foi para perdoá-las um dia…

Sentiu-se só por diversas vezes?
é porque fechaste a porta até para os anjos…
Acreditou que tudo estava perdido?
era o início da tua melhora…
Pois é…agora é hora de reiniciar…de pensar na luz…
de encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Que tal
Um corte de cabelo arrojado…diferente?
Um novo curso…ou aquele velho desejo de aprender a
pintar…desenhar…dominar o computador…
ou qualquer outra coisa…

Olha quanto desafio…quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te
esperando.

Tá se sentindo sozinho?
besteira…tem tanta gente que você afastou com o
seu “período de isolamento”…
tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu
para “chegar” perto de você.

Quando nos trancamos na tristeza…
nem nós mesmos nos suportamos…
ficamos horríveis…
o mal humor vai comendo nosso fígado…
até a boca fica amarga.
Recomeçar…hoje é um bom dia para começar novos
desafios.
Onde você quer chegar? ir alto…sonhe alto… queira o
melhor do melhor… queira coisas boas para a vida… pensando assim
trazemos prá nós aquilo que desejamos… se pensamos pequeno…
coisas pequenas teremos…
já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente
lutarmos pelo melhor…
o melhor vai se instalar na nossa vida.
E é hoje o dia da faxina mental…
joga fora tudo que te prende ao passado… ao mundinho
de coisas tristes…
fotos…peças de roupa, papel de bala…ingressos de
cinema, bilhetes de viagens… e toda aquela tranqueira que guardamos
quando nos julgamos apaixonados… jogue tudo fora… mas principalmente… esvazie seu coração… fique pronto para a vida… para um novo amor… Lembre-se somos apaixonáveis… somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes… afinal de contas… Nós somos o “Amor”…


Paulo Roberto Gaefke


” Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do
tamanho da minha altura.”

Alberto Caieiro (Fernando Pessoa)



Recomendo:
http://www.vende4.com/
http://www.meuanjo.com.br/


PS.: Agradeço a Berenice pela observação que me ajudou a corrigir uma informação errada.



terça-feira, 1 de março de 2011

DOM


Hoje o céu amanheceu rosa. Não sei não, mas acho que foi para mim. Já li que essa coloração é causada pela poluição, mas eu escolho acreditar que foi um capricho de Deus só para que eu não me esquecesse de ver sempre a beleza da vida e  de mostrá-la aos outros.

Acordei lembrando de um hino que cantávamos quando eu estava no meio kardecista. Minha memória me trai e não consigo lembrar da música toda. Havia um trecho mais ou menos assim:

"Não coloque a luz sob o alqueire
Mas sob o candeeiro
Ajude a dissipar as trevas
Que assolam o mundo inteiro
Dê a mão sem exigir
Esclareça sem pedir
Fale de um mundo novo
Que é agora e é aqui"

Pensei sobre a luz que brilha em nós e tantas vezes escondemos sob o alqueire, debaixo de capas e proteções que nos impedem de luzir.  Deixamos de brilhar por insegurança, por medo, por inveja, por vergonha, por infinitos motivos. A nossa luz pode ser o conhecimento, a habilidade em algo, a capacidade de amar, ajudar ou ensinar. A luz está onde está o amor. O amor pelo conhecimento, pelo trabalho, pelo ser humano, pelos animais, seja lá pelo que for.

Nós, que buscamos o bem, que queremos ser melhores, devemos deixar nossa luz brilhar, ainda que fraca e tremulante, a fim de dissipar as trevas do mundo. O desconhecimento, a dor, a escassez, a crueldade, a ignorância, o analfabetismo, a fome, são trevas que assolam o mundo, que enegrecem a vida.

Não é preciso nenhum plano mirabolante, não é necessário estar sob os holofotes, não é indispensável fazer grandes coisas, não precisamos da força de ninguém. A força está em nós mesmos e nossos pequenos atos podem produzir grandes reações, é o efeito borboleta. Indispensável é o amor, a responsabilidade com nós mesmos e com o próximo e a busca pelo melhor.

E tudo isso me lembra outra música chamada Dom:
“Deixe brilhar a luz que existe em seu coração
Semelhante ao orvalho em cada amanhecer
É o dom de quem entende que a luz
Está em toda parte
É o dom de quem entende que a luz
Está dentro de cada um de nós...”